Joshua L. Liebman
A estrutura organizacional de uma empresa pode ser vista
como um tabuleiro, onde os valores corporativos serão colocados em jogo.
Considerando que cada área, ou departamento, está sob a hierarquia de um chefe,
há a necessidade de se entender como o profissional foi alçado a esta posição.
Quando esta é alcançada mediante um plano de carreira, é mais provável que este
já tenha absorbido os valores corporativos, especialmente se as avaliações
históricas levaram este tópico em consideração. Quando o profissional é
contratado do mercado para assumir uma posição de chefia, a situação se torna
mais crítica, pois uma avaliação inadequada dos valores deste profissional,
pode gerar conflitos entre estes e os valores corporativos. Num primeiro
momento estes conflitos estarão restritos a este profissional, mas como ele
exerce uma posição de chefia, rapidamente estes conflitos chegarão aos seus
subordinados, provocando uma tensão proporcional a importância estratégica da
área. Se a área assumida for rica em interfaces com outras áreas os conflitos
podem se ampliar por toda a empresa. Esta é uma das razões para que a
preocupação na contratação de executivos seja maior do que a contratação de
profissionais operacionais. Ainda assim os profissionais operacionais com
perfil de liderança devem também ser tratados de forma diferenciada, pois
apesar de não estarem sendo contratados para cargos de chefia, o seu perfil de
líder influenciará, ainda que informalmente, seus pares.
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